Desenrola, vai!

Desenrola, vai!

Continuando o post anterior em que eu falava sobre o papel do Psicólogo e uma das maneiras que a Psicologia pode ajudar alguém, vou continuar este post falando a respeito das adversidades da vida.

Já ouvi várias vezes diversas pessoas falando a respeito das ressalvas com relação a procurar um Psicólogo: “Meu problema é dinheiro, quando eu tiver dinheiro tudo vai se resolver”, “Ah… mas o meu problema é meu pai, se eu sair de casa vai ficar tudo certo”, “Putz, mas o meu chefe…”e por aí vai, dá pra colocar uma infinidade de justificativas para explicar o motivo do problema e evitar a ida ao Psicólogo.

Mas a minha pergunta é: Será que quando esse problema acabar de fato tudo vai se resolver?

Olha, você pode me achar exagerada, mas te digo que 99% das vezes não! Por que gente, na vida sai um problema e entra outro! Pessimismo? Não, realidade! Mas com isso, eu estou falando que a vida é feita de problemas? Sim e Não! Mas eu vou me explicar… rs

A vida é feitdesenrola vaia de altos e baixos, a vida é feita de novas situações a cada dia, novas fases, novas pessoas e novos desafios. Logo, consequentemente no meio de tantas novidades existem impasses, existem situações a se resolver, a influência de terceiros e muitas vezes existe uma idealização da nossa parte que se o problema X for resolvido vai estar tudo bem, por que esse era o pior. Mas na verdade quando o X desaparecer, vai vir o Y e assim vai. Mas isso quer dizer que a vida é feita apenas de momentos ruins e histórias tristes? Não!

Pelo contrário, a vida é linda e está aí para ser vivida, mas muitas vezes no
meio dessa história toda acabamos ficando enrolados no meio de tantas situações, perdemos o rumo, nos decepcionamos e colocamos todas as nossas esperanças na resolução de um conflito. Mas a realidade é que muitas vezes o que acontece é que existem coisas que simplesmente são como são e não vão mudar, elas nos incomodando ou não.

E aí? A gente continua chorando e lamentando por serem assim?

Bom, existe gente que vive desse jeito, o que eu particularmente não acho nada interessante. O que eu acredito, e é o que vemos na Psicologia é na resignificação das situações e na mudança do nosso posicionamento diante delas. É simples? Não! Mas com certeza é algo que faz toda a diferença na vida de alguém.

É conseguir olhar para o que machuca e não sofrer. É como olhar para uma cicatriz depois de um machucado bem dolorido, saber da história dela, saber que foi difícil trocar os curativos, mas não mais sofrer como se sofreu na hora que ele foi feito. E pra esse corte fechar, doeu? Doeu! Mas com muito cuidado, ele foi fechando e curando, o que pra mim é o equivalente a um processo psicoterápico: você vê o machucado e precisa tratá-lo, vai doer, vai, mas vai cicatrizar. Mas, se você simplesmente trata de qualquer maneira e finge que ele não está lá… Ixi… aí o problema vai ficar muito maior do que ele estava no início e dificilmente vai desaparecer sem deixar sequelas.

E aí? Será que vale mais a pena continuar se justificando, ou procurar um bom kit de primeiros socorros pra cuidar do machucado?

By | 2017-09-20T14:23:16+00:00 novembro 20th, 2015|Comportamento, Resiliência|0 Comments

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