Esses dias aconteceu uma cena bem comum do universo feminino: Resolvi usar um colar que não usava há algum tempo, quando abri minha gaveta, tcharãm: todos os colares estavam completamente emaranhados e pra eu conseguir tirar um, precisei ir desfazendo nó por nó até conseguir separar todos e poder usar aquele que eu queria.

Gente, como é chato fazer isso, haja paciência, haja delicadeza, haja jeito pra lidar com aquilo tudo bagunçado… E então essa simples cena me fez pensar sobre um processo de análise, ou terapia, enfim, como você quiser chamar.

Muitas vezes na vida queremos resolver um problema, e temos a impressão que se ele for resolvido, pronto, tudo estará maravilhoso…. Porém, aquele problema, ou melhor, a forma como lidamos com aquele problema, faz parte da nossa história, como se ela fosse feita de vários fios (problemas e situações que vivenciamos) que se entrelaçam, que se cruzam e que um leva até o outro para tecer quem somos.

Para lidar com cada um deles, o processo acaba sendo parecido com que citei das correntes, precisamos ter jeito, paciência e delicadeza para fazê-lo, pois se formos com muita sede ao pote pode ser muito forte o impacto e podemos tornar o problema ainda maior, e se insistirmos em olharmos para só um fio, sem encostar nos outros, dificilmente conseguiremos ter êxito, por que não dá pra resolver um, sem resolver o outro.

E o psicólogo nesse processo acaba sendo aquele que fica de fora nos ajudando com todo o emaranhado, ao ter uma visão de fora, vai pegando cada fio, vai segurando, vai nos ajudando a não ter que segurar tudo, nos ajudando a ter um outro panorama da situação. Mas e no que ele difere de um amigo?

O psicólogo tem como uma de suas características ser neutro no que diz respeito a opiniões, palpites e julgamentos e além disso, por não ter um envolvimento sentimental, acaba tendo uma abertura para questionar e apontar comportamentos e atitudes que muitas vezes alguém querido não conseguiria.

Claro que esse não é o único papel do psicólogo, mas acredito que uma boa parte dele. Essa imagem que adoro, é um ótimo exemplo disso que falei:

freud

“O trabalho do psicanalista consiste em fazer advir o sujeito a ele mesmo e em ajudá-lo a se encontrar em suas contradições” Françoise Dolto

Esse processo como já relatei aí em cima, não é fácil e nem indolor, mas poder pensar sobre você, sobre suas questões e se permitir entrar em contato com elas com certeza fará com que aos poucos seja mais fácil lidar com as adversidades da vida.

Espero que você possa pensar sobre isso!

Com carinho,

Júlia