Navegando na internet um dia desses vi uma matéria que dizia que um cantor famoso havia emagrecido vários quilos e uma “dieta nova” o ajudou.

Sabe, antes mesmo de me formar venho pensado a respeito da importância do trabalho em conjunto entre as áreas da saúde, por que por mais que se fale muito sobre trabalho multidisciplinar, pouco se vê na prática isso acontecendo. Até se vê o trabalho em conjunto de outras profissões, mas quando chega na Psicologia, parece que as pessoas ficam com um pé atrás… Dão a impressão que ir ao psicólogo, cuidar das emoções, falar dos problemas não é tão importante… tanto que nessa matéria que li falaram de educador físico, nutricionista e…. coach emocional! Oi?! Emoção, é com psicólogo!

Mas deixando de lado o desabafo, vamos ao tema do post!

Como estava dizendo, acredito que em um processo de emagrecimento é extremamente necessário um trabalho em conjunto entre os profissionais da nutrição, educação física e psicologia. Pois, como sempre venho batendo na tecla: não adianta cuidar de tudo, se não cuidar da saúde mental, por que sem ela, todo o resto acaba sendo prejudicado.

Vamos a alguns exemplos:

É super comum ouvirmos que as pessoas comem por ansiedade ou que não comem pelo mesmo motivo. Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer que atacou uma barra de chocolate ou comeu  demais por ansiedade?

A pessoa está super contente por que foi ao nutricionista e pegou uma dieta nova e agora ela vai “secar”, mas aconteceram alguns imprevistos, uma festa, uma comemoração e ela saiu da linha… Aí ela já se desespera, desiste e come até não aguentar mais já que “enfiou o pé na jaca”, ou vai para o outro extremo, fica sem comer. Será que isso é saudável?

E os alimentos “bons” e “maus”? Restrições severas? Demonização de certos grupos alimentares? E usar comida como recompensa? Comer por que está feliz ou comer por que está triste?

Percebem que todos esses exemplos acabam chegando no mesmo local? A saúde mental!

Acredito que a mudança, seja ela qual for, precisa começar na mente e nas emoções, na forma como a pessoa se sente e se relaciona com a situação em questão, e claro que com a alimentação não é diferente!

Penso que é extremamente importante se conhecer melhor para se entender a forma de se comportar, para que através desse conhecimento, dessa análise de si, possamos então nos aceitar, para então tomar a decisão do que fazer.

Seja pela opção do emagrecer ou do continuar como esta, é preciso que a pessoa se entenda e se acolha, para que esteja consciente das suas decisões a partir daí.

Será que são situações mal resolvidas que colaboram para que a pessoa coma demais e busque um certo conforto na comida? Qual o papel que a alimentação tem tido na vida de cada um? As vezes a pessoa acaba ficando tão obcecada pelo assunto, que a vida se resume em pensar na comida. E o que era pra ser um momento de nutrição no corpo, acaba sendo um eterno motivo de stress.

E a questão da pressão social? Ainda mais hoje com tantos apelos através da internet para vida saudável e estilo fit é preciso questionar o por que de tomar as decisões, é preciso enxergar que a cada decisão, abre-se mão de tantas outras coisas. Por exemplo: para se ter um corpo sarado é preciso abdicar de muita coisa! Mas será que é preciso disso mesmo? Qual o motivo do desejo por esse corpo sarado?

healthy2Acho que no final tudo acaba caindo na conta do equilíbrio! E a verdade é que para se ter equilíbrio emocional é preciso falar sobre tudo o que trás o desequilíbrio!

Não adianta querer arrumar um quarto sem pegar tudo o que está espalhado e organizar, colocando a mão em cada uma das coisas!

Assim como, não dá pra buscar a saúde, sem falar daquilo que está presente em todos as áreas: nossos sentimentos e as emoções!

Para finalizar, voltando ao título do post, acredito que devemos emagrecer a cabeça e o coração de sentimentos ruins, obrigações e tudo aquilo que não trás uma vida saudável. Por que aí sim será uma consequência ter uma boa relação com a comida, com os exercícios e com tudo que colabora para se ter uma qualidade de vida melhor!

Com carinho,

Júlia Lainetti