Por que a sua dieta não dá certo? – Parte 1

Por que a sua dieta não dá certo? – Parte 1

Não importa se estamos no Brasil ou fora dele, se você está em um grupo de mulheres alguns assuntos sempre acabam aparecendo e sem dúvida alguma um deles é a dieta! 

Desde a nossa infância, ouvimos sobre como devemos comer, qual o padrão de beleza, que devemos nos manter magras, que devemos comer “saudável”, que tal coisa é “gordice”, “proibido” e tantas outras coisas… E nesse caminho acabamos construindo toda uma relação com a comida e com a nossa forma de se alimentar baseada em “certos” e “errados”, “permitidos” e “proibidos”. E então no meio das conversas que estão completamente contaminadas por essa forma de pensar dificilmente encontramos com alguém que fale de tudo isso de uma forma leve, muito pelo contrário é sempre visto um clima pesado, de sofrimento, em que as pessoas acabam comentando sobre como é complicado seguir uma dieta, mas que com pensamento positivo, força, fé e foco ou frases prontas de determinação é possível chegar no objetivo….

Bom, só sobre esse quadro que eu falei aí em cima acho que dá pra eu escrever um livro, não sei nem se eu consigo falar sobre tudo em um post só, mas vou tentar!

Pra isso vou dividir em tópicos as partes dessa cena que eu considero bem importantes de conversarmos:

dietaAlimentos certos e errados

Mesmo que você não tenha filhos, certamente você deve se lembrar de alguma situação em que você esteve próximo a uma criança e que foi dito a ela que não poderia fazer alguma coisa e tcharam ela foi lá e fez exatamente aquilo que disseram para ela não fazer!

Bom, vou te contar um segredo: não importa a nossa idade, o nosso cérebro não lida bem com proibições, elas são sempre pesadas e vão causar sofrimento! 

Existe uma diferença enorme entre tomarmos uma decisão e sermos proibidos ou obrigados a fazermos uma certa coisa, se você parar pra pensar tudo é diferente quando comparamos as duas situações: a forma como fazemos, a qualidade do que é feito e até mesmo a nossa disposição muda.

Pensando então na nossa forma de se alimentar a questão é ainda mais profunda, se alimentar é mais do que comer de 3 em 3 horas, mais do que pesar todas as refeições e as dividirmos entre “corretas” e “incorretas”!

Se alimentar é um ato de amor a nós mesmos, pois estamos nutrindo o nosso corpo para que possamos fazer as nossas atividades. Comer é um ato de união com aqueles que amamos e cozinhar é uma forma de demonstrar cuidado para aqueles que estamos preparando aquela refeição. É interessante pensar que quando queremos bater um papo com alguém que gostamos é automático marcar um café, um almoço ou um jantar.

Então por que precisamos colocar a comida como algo tão pesado? Quando foi que alimentos se tornaram mocinhos e vilões? Desde que comecei a me interessar mais por esse assunto, eu parei pra pensar sobre isso e percebi que por mais que alguns alimentos sejam mais benéficos para o nosso corpo do que outros, essa história de que certas coisas são “veneno” chegam a ser quase que uma lavagem cerebral. Afinal, alimentos são alimentos, eles estão sendo vendidos como tais, se realmente fizessem tão mal, por mais que indústria seja forte e tudo mais, eles não seriam vendidos, pois se não estaríamos todos mortos. Sabe aquela frase da diferença entre remédio e veneno é a dose?

Então, se pensarmos em pizzas, hambúrgueres, batatas fritas, chocolates e qualquer outra guloseima, o que vai fazer com que você ganhe peso é a quantidade!

Mas quando estamos com o pensamento permeado pelas proibições, mandamos a mensagem para nós mesmos que não podemos comer e quando comemos o que acontece é quase que uma compensação: preciso comer tudo o que está na minha frente por que afinal de contas não sei quando vai estar disponível de novo já que isso aqui é proibido… Ou como diz a Paco do Não Sou Exposição: “Restrição gera compulsão!”

O sentimento de sofrimento que as dietas trazem

Com essa questão de “odiarmos” uns alimentos e “amarmos” outros, passamos a um outro ponto: ficamos aliviados quando comemos bem e passamos a nos odiar quando comemos mal, nos odiamos por não estarmos dentro dos padrões que acreditamos ser os corretos e queremos perder peso por que ODIAMOS a forma que está o nosso corpo!

Me fale a verdade, você já viu alguém falando por que eu me amo eu vou perder peso? Por que eu me amo eu vou a academia? Por mais que a pessoa fale isso, é bem provável que ao longo da conversa apareça aquele clima pesado que eu comentei no início do post…

Não existe prazer no que está sendo vivido e tudo não passa de uma interminável obrigação, o que faz com que uma alimentação equilibrada e uma vida ativa não se tornem coisas positivas, mas fardos a serem carregados! E como eu falei com relação as proibições, a nossa mente também não lida bem com fardos e assim aparecem sentimentos e pensamentos de “rebelião”: ansiedade na alimentação, os sintomas de compulsão, a preguiça para se exercitar… e quando menos esperamos a dieta e os exercícios foram pras cucuias e nos vemos diante daquilo que nos dá prazer. Por que é isso que o nosso corpo quer: se sentir bem!

Vou deixar os outros pontos que quero abordar para o próximo post, mas a partir deste quero te convidar a pensar sobre a sua relação consigo mesma e com a sua alimentação… Tente se amar um pouco mais, se ouvir um pouco mais e olhar os alimentos não como inimigos ou amigos, mas como opções ao longo do seu dia. Pense também na sua relação com os exercícios… por que você os faz ou não os faz? Qual o sentimento por trás?

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By | 2017-09-20T13:59:34+00:00 agosto 20th, 2017|Comportamento|1 Comment

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One Comment

  1. GATA SULEIMAN 22/08/2017 at 1:35 pm - Reply

    Este é um ponto muito importante é foi abordado de uma forma muito precisa! Parabéns!

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