Todo mundo já passou por situações em que se viu “descontando” em algum ente querido ou colega alguma frustração de algum outro assunto que não foi muito bem resolvido, não é mesmo?
*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*
Se formos pensar não só nas frustrações do dia a dia, mas também em sentimentos mais profundos, vivências intensas e até mesmo nossos traumas, se não permitimos que eles se transformem, eles continuam em nossas vidas transferindo-se de relações em relações e até mesmo em dores físicas que aparecem de vez em quando, as chamadas doenças psicossomáticas ou sintomas, pelo olhar da psicanálise.
*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*
O processo de transformação de uma dor, ou como sempre falo por aqui, o processo de análise ou processo terapêutico é um processo que não nos trás garantias, é um caminho pessoal que tem seu próprio ritmo e um movimento que muitas vezes dói. Afinal, falar de coisas que incomodam não teria como ser diferente, não é?
*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*
Mas, apesar de tudo isso, acredito que é um processo necessário, é um processo que nos dá VOZ. Acredito que é através dele que damos espaço aos nossos sentimentos mais profundos aparecerem, serem acolhidos, tomarem ar e serem transformados ao longo desse caminho.
*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*
É através desse processo que vamos em um caminho mais a fundo do que
apenas pensar em como não fazer ou como resolver, mas nos permitimos uma transformação que vem do fundo, da raiz e não algo pronto, é algo que deixa de ser um saber dado como muito nos é prometido, mas é algo construído pelas nossas próprias palavras e nossa própria vivência!