Algum tempo atrás ouvi falar do livro “Quando coisas ruins acontecem com pessoas boas”, um livro no sentido de uma auto biografia em que um rabino reflete sobre a morte prematura de um filho ainda muito novo.
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Quem nunca passou por situações em que buscou por explicações? Como é difícil ter que atravessar esse tipo de dor ao longo da vida e colocar um pouco de lado os porquês, pois muitas vezes não os encontraremos e encontrarmos uma forma de seguir apesar e através, não é mesmo?
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Destaquei essa frase de hoje para pensarmos sobre a importância de ouvirmos os sinais dos nossos corpos, sejam físicos ou emocionais através das dores que sentimos. Pelo olhar da Psicanálise, nossos sintomas estão aí para nos contar algo, para serem um caminho de acessarmos alguma coisa que até então não está encontrando uma outra forma de ser ouvida e que até então não pode ser muito bem elaborado. Veja bem: elaborado.
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Elaborado não quer dizer curado, muito menos eliminado. Mas ao meu ver elaborado nos convida a pensar em algo que podemos fazer com, um algo particular e único de cada pessoa e em cada situação que vivenciamos.
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Claro que não podemos ser extremistas e pensarmos que todas as dores são causadas somente pelas nossas questões emocionais ou traumas vivenciados, mas ao mesmo tempo acredito que não podemos ser céticos desconsiderando toda a nossa complexidade e como somos afetados pelas nossas experiências.
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Fale sobre si, permita-se se ser ouvido de uma forma particular… Sem dúvida esse é o caminho para chegar aos caminhos complexos que surgem no seu interior.