Você já ouviu falar sobre os elefante branco no meio da sala?
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Acho essa expressão super intrigante, é sobre ter um elefante branco no meio sala e todo mundo seguir a vida como se nada tivesse acontecendo, ignorando como se o ignorar fosse fazer com que ele não fosse real ou fizesse com que ele desaparece…
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Trazendo agora essa expressão para o nosso dia a dia, quantas vezes temos a tendência de não reconhecermos, olharmos, falarmos e lidarmos com sentimentos e problemas que vivenciamos?
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Quantas não são as famílias, os casais ou até mesmo pessoas de forma individual que acabam seguindo pelo caminho de não entrar em contato com assuntos delicados que merecem atenção com a intenção de evitar um incômodo, como se o incômodo já não estivesse ali?
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Provavelmente porque a situação que acontece aponta para um ideal não correspondido, planos frustrados, desentendimentos e situações angustiantes… E como é difil lidar com isso tudo!
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Fico pensando como me chama atenção essa dinâmica de evitar o contato com algo incômodo, justamente porque ele JÁ está sendo fonte de dor e sofrimento… Como se ao não olharmos um braço quebrado ele fosse voltar ao estado anterior, ou pegando um exemplo menor, como se uma farpa daquelas bem doídas fosse parar de doer (e até mesmo não infeccionar) sem que nos empenhassemos no trabalho de tirá-la delicadamente e então permitirmos que o corpo pudesse se regenerar.
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Diante disso, fico pensando… Fale! Fale dos seus elefantes! Mas fale antes de tudo pra você mesmo, reconheça-os, de nome, endereço, cor, textura… Permita que ao ele ter o seu espaço validado, você mesmo possa conhecê-lo melhor e então encontrar novas formas de lidar com ele.
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A análise serve para isso: antes de tudo para nos ouvirmos ao falarmos de nossas angústias para alguém que nos ajuda a de fato escutá-las!
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E fale também com seus queridos! Muitas famílias, casais, amigos têm a dinâmica de não falar, ignorar… Mas sabe, acho que ignorar muitas vezes não existe… Dá pra pensarmos sobre como quando algo não é falado uma distância vai se criando… As pessoas se afastam, se distanciam, passam a ter visões diferentes e criando versões próprias das histórias em que na grande maioria das vezes faz com o outro acabe entrando no papel de vilão. As relações acabam se desgastando, desgastadas, até o ponto em que deixamos de conviver com quem está na nossa frente naquele momento e passamos a conviver com elefantes, traumas, angústias e problemas não resolvidos!
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Dê uma chance pras palavras, elas podem salvar!