Alguns dias atrás uma amiga me disse: “Ju, você precisa assistir uma série que acabou de sair na Amazon, especialmente o terceiro episódio; você vai amar!”⠀⠀
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Dias se passaram e cá estou eu logo após assistir o terceiro episódio da série “Modern Love”: em lágrimas! Que episódio lindo, tocante, inspirador, sensível.⠀⠀
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Definitivamente não é mais uma comédia romântica!⠀⠀
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Vou tentar não dar tanto spoiler, pra te deixar com vontade de assistir, mas mesmo se eu der, não desista de assistir, eu preciso escrever tudo o que a série me causou ❤️⠀⠀
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A série, baseada em uma coluna do New York Times que existe desde 2004, fala sobre a vida e o amor das mais variadas formas.⠀⠀
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E o capítulo que assisti conta com Anne Hathaway como protagonista, sendo uma mulher que se mostra intensa, cheia de emoções, e que ao longo da narrativa ela conta como ao longo de toda sua vida, desde o início da adolescência ela sempre enfrentou períodos de altos e baixos relativos ao seu humor. ⠀⠀
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O capítulo segue mostrando as formas como isso foi impactando a sua vida e fazendo sofrer… Até que em um momento existe uma reviravolta e ao revelar a sua história para uma colega – que se mostra uma amiga – ela sente como se um elefante estivesse saindo de seu peito e ele passa a ressignificar sua condição, seu lugar no mundo e a forma como pode seguir apesar e através do que se passa em seu interior.⠀⠀
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“Eu sei que não há cura para o desequilíbrio do cérebro, assim como não há cura para o amor.⠀⠀
Mas há uma pequena pílula amarela, uma outra azul, algumas rosas um punhado de pílulas coloridas que tem feito minha vida rodar.”⠀⠀
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A Psicanálise, como já citei aqui algumas vezes, é a cura pela palavra. Uma ideia que chega a gerar alguns olhos tortos e questionamentos, pois afinal vivemos em uma sociedade que espera resultados práticos para ontem e definitivamente não é isso que propomos. ⠀⠀
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Mas, não prometer resultados, contar com a capacidade e a possibilidade de cada um de “fazer com” com aquilo que passa dentro de si definitivamente não quer dizer que nada acontece, mas é sim assumir a verdade que em cada um de nós as coisas se passam de uma forma. Podemos até ter condições similares, mas no nosso íntimo a questão é que cada um de nós irá vivenciar suas experiências de forma única, íntima e particular, por mais parecido que o “enredo” possa ser.⠀⠀
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Mas, apesar de cada um de nós ser único, algumas coisas nos constituem de uma forma geral: a palavra, somos feitos de palavra e somos sociais. E é isso que o episódio mostra:⠀⠀
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Ao colocarmos em palavras nossos sentimentos e então seguirmos em um caminho de acolhimento, aceitação e não negação das coisas que sentimos, pensamos, questionamos e também daquilo que somos gostando ou não, vamos então construindo uma forma de não negarmos nossa complexidade e passamos a construir uma forma de aprender a lidar com a nossa integralidade e não nos dividirmos em partes, partes boas e ruins… Partes ruins que então são negadas e fazemos o impossível para que ninguém veja… e então é aí que muitas vezes o caminho se torna tão duro e penoso, drenando nossas forças, pois usamos toda a força que temos para combater, para lutar contra…⠀⠀
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Já o caminho da aceitação de si, do acolhimento de nossa complexidade, da permissão para falar dos elefantes, da abertura para acreditar que poderemos ser amados a maneira que somos, a começar por aprendermos a amarmos a nós mesmos…. E ah, como isso nos dá forças e condições para percebermos que a perfeição da vida e de nós mesmos não existe, mas isso não quer dizer que não existe a possibilidade de seguirmos construindo maneiras e maneiras de sermos felizes e irmos nos realizando, aprendendo, construindo, vivendo e… Amando! ❤️⠀
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E você já assistiu o episódio? Ou a série? Ficou com vontade de assistir? Conta aqui nos comentários! Eu vou assistir os próximos e quem sabe passo aqui para falar de mais algum 🙂